sexta-feira, 4 de outubro de 2013


Ajuntório de sentidos e afetos. Vozes na rua, gritos de paz...



Evento realizado em 06/09/13 no Galpão de Cultura e Cidadania do Núcleo de Comunicação Comunitária de São Miguel com a presença dos estudantes do Programa Jovem Comunica e Marina Silva.

Nessa data os alunos discutiram, perguntaram, participaram intensamento de discussões acerca das mobilizações populares que vem ocorrendo no país desde junho. Esse momento foi precedido de oficinas em que os alunos foram estimulados as pensar sobre as questões de importância nacional, mas também de importância local, foram convidados a refletir sobre a realidade do bairro, da escola, dos aspectos econômicos e ambientais de sua comunidade.
O Projeto Jovem Comunica é uma parceria do Núcleo de Comunicação Comunitária de São Miguel, da Fundação Tide Setubal e das escolas participantes, no caso nós, professores e estudantes da E.E. Reverendo Urbano de Oliveira Pinto. 





Fotos de Eduardo Souza
2012 foi ano de Olimpíada de Língua Portuguesa!

No ano de 2012 as turmas com as quais trabalhei participaram de oficinas de produção de textos para concorrerem nas Olimpíadas de Língua Portuguesa, não ganhamos nenhum premio externo, porém nos divertimos e também refletimos muito sobre o lugar em que vivemos para escrever e reescrever os texto que vocês terão a oportunidade de ler.
Ano passado esses textos foram publicados no jornal A Voz do Lapenna e no blog na escola - www.urbano.jex.com.br. 
2014 será, novamente, ano de Olimpíada, enquanto isso vamos conferir os melhores textos de cada turma de 2012.

Diego Gomes – 8ª série D
O lugar em que vivo!!
O lugar em que vivo não é muito bonito, mas também não é um lugar ruim de viver, não é um lugar de “classe” como muitos, como Morumbi ou Ipanema.
É um lugar humilde, como todo lugar tem violência. Não é porque é um lugar humilde que só tem violência, pois no Morumbi ou em Ipanema também tem violência, infelizmente!
A diferença entre Ipanema e a invasão é o respeito. Talvez algumas pessoas achem que invasão não necessita, não precisa de respeito e no Morumbi já é o contrário.
Mas aqui na invasão também têm pessoas dignas, de respeito, pois não depende de dinheiro e sim de dignidade! Sai muito gente “patrão” daqui, pois inteligência vem de graça.


Eduardo de Oliveira Souza – 8ª E
Ano novo na quebrada
São dez horas da noite e todos já começaram a sair para a rua para começar a comemoração do ano novo.
Eu e uma galera, geralmente, depois da meia noite, sempre damos um rolê por quase toda a cidade A.E. Carvalho. Nós começamos a comemorar às dez e só paramos depois das quatro da manhã.
Às vezes a rua fica um pouco vazia, porque os moleques já saíram, mas a verdadeira hora que a rua esvazia é a meia noite. Todos entram para cumprimentar seus parentes e familiares. Mas quando é meia noite e cinco tudo volta ao normal.
Na real o que eu queria é que essa felicidade e essa comunhão durasse todo o ano. Acho que é por causa das lutas que temos no dia a dia e acabamos nos preocupando tanto com as contas, brigas e problemas que esquecemos de aproveitar a vida e os amigos.
Devemos viver um minuto de cada vez, pois o dia de amanhã pertence a Deus.


Raissa da Costa – 6ª E
A minha paz
Cheiro de chuva, doce aroma da criancice.
Lembro de quando era menor, lá pelos meus cinco ou seis anos, me divertia muito mais.
Gostava de brincar de pega-pega, esconde-esconde, duro ou mole e outros, adorava brincar com meus três primos: Jordana, Renan e Ariane.
Amava ir para a casa da minha tia Aurene e do meu tio Maro.
Amávamos os dias de chuva, o cheiro, o gosto e lembro até hoje, pulávamos, dançávamos na chuva, mamãe e minha tia faziam, enquanto isso, o almoço.
Dia desses, senti o cheiro desta mesma chuva que já não dá as caras há algum tempo aqui em São Paulo. Já meus primos foram morar em Recife, eles têm uma enorme chácara, que tem cachoeira e tudo. Amo ir lá, lembro-me dos velhos tempos, apesar de agora já ter doze anos e já não ser tão divertida e inocente, agora já sei o que é o certo e o errado.
Mesmo assim, quando sinto aquele cheiro de que vai cair aquela chuva boa é que  me lembro de como é bom ser jovem, lembro como faz bem aquele lugar, que mesmo não podendo estar lá toda hora sei como é gostoso estar lá, a paz que me dá.


Kauane Tadin 6ª F
Minha infância
Estou aqui em minha poltrona com os olhos cheios de lágrimas que já secaram. Recordando da minha infância, dos momentos de criança, quando pulava, brincava com os meus amigos.
Juntamente com outras crianças olho com esperança meu futuro ainda muito distante...
Ser médica, veterinária ou professora. Sem deixar de ser arteira para conquistar nas brincadeiras.
Agora abro os olhos e vejo crianças no meu bairro correndo pra lá e pra cá.
Hoje tenho 12 anos e sou adolescente, mas queria poder voltar no tempo e ser criança novamente para enxergar o mundo de uma forma diferente.


Gabriela Dantas Santos – 6ª G
Memórias de Gabriela
Eu era uma pequena criança, bochechuda, extrovertida, engraçada, fazia travessuras, mas não como qualquer outra criança.
Meu primeiro dia no colégio foi um dos melhores da minha vida, vendo todas as outras crianças chorando e eu dando uma risadinha disfarçada.
Depois me apeguei aos colegas, à professora, amava tudo isso, depois o tempo foi passando, sai da escola, pois as únicas duas séries que tinham no colégio eu fiz. Fui para uma outra escola nova, amigos novos, professores novos, pois eu estava na 1ª série e tinha duas professoras.
No ano letivo em que eu cursava a 4ª série 5º ano fui para outra escola, pois a mesma ia até a 4ª série.
Na quinta fui para outra escola, e neste ano vim para o Reverendo Urbano.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

HUMANISMO



Contexto Histórico Social


Chamou-se humanismo o movimento cultural iniciado na Itália e que se espalhou pela Europa, no período que corresponde à transição da Idade Média à Idade Moderna.
Em Portugal, a Revolução de Avis (1383-1385), com a aclamação de D.João, o Mestre de Avis, aliado aos burgueses, proporcionou a expansão ultramarina. A partir da Tomada de Ceuta em 1415, os navegantes portugueses chegaram à África, à Ásia e à América. Essa nova realidade mercantil provocou uma crise no sistema feudal e no pensamento religioso, que levou o teocentrismo a ceder seu lugar ao antropocentrismo, isto é, o ser humano no centro da vida humana. Essa nova visão refletiu-se nas grandes obras do período, que tinham como centro de interesse o próprio ser humano.
Entre os fatores que contribuíram para tal mudança podemos apontar:
a) A ampliação do mundo conhecido através das grandes navegações;
b) A ascensão da burguesia voltada para o comércio e para a vida material;
c) A invenção dos tipos móveis na imprensa por Gutenberg, que facilitou a divulgação das obras clássicas, até então copiadas a mão, pelos monges nos mosteiros.
As manifestações literárias mais significativas do período humanista em Portugal foram:
• Na historiografia – as obras de Fernão Lopes, Gomes Eanes de Azurara e Rui de Pina.
• Na poesia – as obras de João Ruiz de Castelo Branco.
• No teatro – as obras de Gil Vicente.

Fernão Lopes pode ser considerado o criador da historiografia em Portugal. Em 1418, foi nomeado arquivista oficial da Torre do Tombo, onde são guardados os documentos históricos do país. Em 1434, foi promovido a cronista-mor, passando a escrever a história dos reis de Portugal. Embora tivesse de centralizar sua crônica nos reis, teve o mérito de investigar as relações sociais que movimentavam o país, além de captar o sentimento coletivo do povo português. Devido ao posto que ocupava na Torre do Tombo, pôde fundamentar suas ideias com documentos escritos, o que constitui uma das bases da historiografia moderna. Suas principais obras são: Crônica de D. Pedro, Crônica de D. Fernando e Crônica de D. João I.

Gil Vicente                




Quando se fala em Gil Vicente, é preciso, antes entender o que são autos. Auto é o nome genérico dos textos poéticos da Idade Média, usados nas representações teatrais, carregados de religiosidade. No teatro vicentino vamos encontrar uma grande produção de autos, dos quais muitos deles, além de religiosidade, apresentam temas profanos e satíricos.
Gil Vicente é considerado o criador do teatro popular em Portugal. Sua primeira apresentação, em 1502, foi o Auto do vaqueiro ou o Auto da visitação, dedicada ao filho recém-nascido do rei D. Manuel, no quarto de D. Maria, esposa do rei. A peça fez tanto sucesso que o levou a elaborar outras, igualmente cheias de êxito. O teatro de Gil Vivente baseia-se principalmente na sátira (as farsas), que ele utilizava para criticar e denunciar os erros, a corrupção e a falsidade de todas as camadas sociais: da nobreza, do povo e do clero – apesar de ser uma pessoa profundamente religiosa.
Gil Vicente era autor e ator e suas representações, cheias de improvisos já previstos. Sua obra é rica, densa e variada. Sua produção contém 44 obras e sua galeria de tipos humanos é imensa: o padre corrupto, o cardeal ganancioso, o sapateiro que explora o povo, a beata, o médico incompetente, os aristocratas decadentes etc. Seus personagens não têm nome – são sempre designados pela profissão, assim registrando os tipos sociais que faziam parte da sociedade da época.
Apesar de subvencionado pelo rei, Gil Vicente nunca se deixou intimidar, expressando o que realmente pensava e tecendo suas críticas com independência de espírito. O teatro era sua arma de combate e de denúncia contra a imoralidade. Sua linguagem, bastante simples, espontânea e fluente. Assim como os cenários e as montagens.
Suas principais obras são: Auto da visitação, Trilogia das barcas (Auto da barca do inferno, Auto da barca do purgatório, Auto da barca da glória), Auto da alma, Farsa de Inês Pereira, Juiz da beira, Auto da feira, Quem tem farelos?, Auto da Lusitânia, Auto da índia e Floresta de enganos (sua última peça).

Auto da barca do inferno: o julgamento da sociedade portuguesa


Das muitas peças de Gil Vicente, merece destaque o Auto da barca do inferno, em que a crítica social, marcada pela sátira, é impiedosa.
Nesse auto, vemos os mortos chegando para embarcar rumo ao inferno ou ao paraíso. Esperam por eles, na margem do rio, um anjo, que conduz a barca do paraíso, e um diabo, que conduz a barca do inferno.
Todos acham que merecem o paraíso, discutindo com o Diabo e o Anjo. O Fidalgo, aristocrata arrogante e explorador, e o Onzeineiro (11% de juros no empréstimo, taxa exorbitante para a época), agiota, vão na barca do inferno; assim como o sapateiro desonesto, o Frade corrupto, a Alcoviteira cafetina, o Judeu (refletindo o preconceito da época), o Corregedor e o Procurador corruptos da justiça, o Enforcado de corda no pescoço. Quem vai na barca do céu? O Parvo, o bobo sem malícia, e os quatro cavaleiros cruzados, mortos em batalha, que encerram desse modo o auto.

Leia, a seguir, um trecho do episódio do Fidalgo.
Diabo     Em que esperas ter guarida? (proteção)
Fidalgo   Que deixo na outra vida
                Quem reze sempre por mim.
Diabo     Quem reze sempre por ti?...
                Hi –hi-hi-hi-hi-hi-hi!...
                E tu viveste a teu prazer,
                Cuidando cá guarecer (salvar-te)
                Porque rezam lá por ti?
                Embarca! – ou embarcai,
                Que haveis de ir à derradeira. (afinal)
                Mandai meter a cadeira,
                Que assim passou vosso pai.
Fidalgo   Quê? Quê? Quê? Assim lhe vai?
[...]
(Fonte: Curso Completo de Português. São Paulo: Ibep.)

Tudo o que é sólido pode derreter


Esse programa da TV Cultura retrata a rotina de uma escola pública e seus alunos do ensino médio. Cada episódio tem como pano de fundo uma obra clássica da literatura de língua portuguesa.
Confiram o primeiro episódio da séria que se baseia no Auto da barca do inferno.

Sinopse: É o primeiro dia de aula e Thereza está em território inédito na escola, começando o 1º colegial e sentindo-se em uma nova fase. Há alunos recém-chegados e uma sensação de amadurecimento. Em aula, surge uma atividade baseada na obra Auto da Barca do Inferno, o que faz Thereza prestar atenção nas pessoas a sua volta e imaginar que destino elas teriam se fossem personagens do livro. Em casa, esquece o aniversário de sua mãe. Na escola, conhece Marcos e inicia uma amizade com ele.





sábado, 14 de setembro de 2013

1º Ano do Ensino Médio
Como era a vida na Idade Média?

O livro e o filme O nome da Rosa retratam muito bem esse período e como estamos estudando a literatura produzida nessa época, seria interessante saber um pouco mais sobre a vida dessas pessoas, além disso o filme se passa antes da invenção da impressão por tipos móveis de Gutenberg, ocorrida por volta de 1439, então, poderemos observar como era realizada a produção e armazenamentos dos livros antes dessa revolucionária invenção da inteligência humana!

Sinopse do filme: Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Como não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado. Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-2402/


Um filme que trara de intolerância e autoritarismo e que pode despertar um bom debate sobre a questão da biblioteca com um "lugar perigoso".






terça-feira, 10 de setembro de 2013

Folclore - apresentações para a comunidade escolar

No início do mês de agosto, alunos e professores da E.E. Reverendo Urbano de Oliveira Pinto participaram de aulas e atividades relacionadas ao folclore brasileiro, sua presença em nosso dia a dia e sua importância para a formação de nossa identidade. No dia 17 de agosto de 2013 as portas da escola foram abertas à comunidade que veio conferir e prestigiar as produções dos alunos, tivemos danças, encenações, contação de histórias e exibição de vídeos produzidos por alunos. As fotografias do evento podem ser visualizadas no blog: http://alunosdoreverendourbano.blogspot.com.br/ e os vídeos podem ser conferidos aqui. Divirta-se conosco!


A loira do banheiro, vídeo realizado pelas alunas Raquel, Katleen, Jéssica e Jenifer do 1º ano C do ensino médio.



Parlendas e trava línguas, vídeo realizado com a colaboração dos alunos dos 1º anos B,C,F do ensino médio e o 6º ano E do ensino fundamental.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

1º Ano do Ensino Médio
Trovadorismo: Contexto histórico social


As origens da literatura portuguesa remontam ao século XII, quando Portugal se constituiu como um país independente. Nessa época, com a unificação da linguagem de Portugal e Galiza, passou-se a utilizar a língua galego-portuguesa.
Dois traços marcantes devem ser lembrados para uma visão da sociedade da época: o teocentrismo, no plano religioso, e o feudalismo, no plano político-econômico.
Com o teocentrismo, isto é, a centralização da vida humana da vida humana em Deus, expressa-se a intensa religiosidade, que acompanhou toda a luta dos portuguesas empenhados na expulsão dos mouros da Península Ibérica.
Com o feudalismo, os nobres que possuíssem feudos exerciam os poderes do governo por meio de um sistema de vassalagem, que era baseado numa espécie de contrato que implicava obrigações mútuas entre o senhor e o vassalo. Os vassalos obedeciam ao senhor e o serviam pela proteção e ajuda econômica que dele recebiam. Esse sistema de vassalagem refletiu-se na poesia trovadoresca, principalmente nas cantigas de amor, em que o trovador se coloca normalmente na condição de vassalo diante da dama.
É uma cantiga de amor o primeiro documento literário português, datado de 1189 (ou 1198). Trata-se da "Cantiga da Ribeirinha" (ou da "Guarvaia"), do poeta Paio Soares de Taveirós, dedicada a D. Maria Paes Ribeiro, a Ribeirinha. Esse poema assinala o início da época trovadoresca, que se estende até 1418, quando Fernão Lopes é nomeado arquivista oficial da Torre do Tombo.
Os poetas dessa época eram chamados de trovadores. A palavra trovador vem do francês trouver, que significa "achar", "encontrar". Dizia-se que o poeta "achava" a música adequada ao poema e o cantava acompanhado de instrumentos como a cítara, a viola, a lira ou a harpa.
As poesias trovadorescas estão reunidas em cancioneiros. Os mais importantes são: O Cancioneiro da Ajuda, o mais antigo, com 310 cantigas; O cancioneiro da Vaticana, pertencente à Biblioteca do Vaticano, com 1205 cantigas e o cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa, com 1647 cantigas.
Os principais trovadores foram: João Soares de Paiva, Paio Soares de Taveirós, o rei D. Dinis, João Garcia de Guilhade, Afonso Sanches, João Zorro, Aires Nunes, Nuno Fernandes Torneol. O mai famoso deles foi D. Dinis, o Rei Trovador. Em 1290, ele torna obrigatório o uso da Língua Portuguesa e funda a primeira universidade em Coimbra.
A poesia trovadoresca é importante por documentar a história de nossa língua, os costumes da época e por influenciar e inspirar o lirismo de poetas até hoje.

Tipos de Cantiga

Havia dois tipos de cantigas:
1) A cantiga lírico-amorosa, que se subdividia em cantiga de amor e cantiga de amigo.
2) A cantiga satírica, que podia ser de escárnio ou de maldizer. Veja, a seguir as principais características de cada uma.

Cantiga de amor

Características: Quem fala no poema é um homem, que se dirige a uma mulher da nobreza, geralmente casada. Esse amor se torna impraticável pela situação da mulher. O homem sofre, coloca-se numa posição de vassalo, isto é, de servo da mulher amada. Ele cultiva esse amor em segredo, sem revelar o nome da dama, que nem sabe dos sentimentos amorosos do trovador. Ele a coloca num plano elevadíssimo, ideal. Nesse tipo de cantiga há a presença de refrão que insiste na ideia central, exaltando um amor sem correspondência.

Cantiga de amigo


Características: O trovador coloca como personagem central uma mulher solteira, da classe popular. Pela boca do trovador, ela canta a ausência do amigo (amado, namorado) que está afastado a serviço do rei, em expedições ou em guerras. Nesse tipo de poema, a moça conversa e desabafa seus sentimentos de amor com a mãe, as amigas, as árvores, as fontes, o mar, os rios etc. É de caráter narrativo e descritivo.

Cantiga satírica


Características: Ora se chama cantiga de escárnio, ora de maldizer. Esse tipo de cantiga procurava satirizar (ridicularizar) pessoas e costumes da época. Alguns poetas, em seus ataques agressivos, chegavam a utilizar uma linguagem de baixo nível (chula).
A poesia trovadoresca tem sai importância como  documento de história de nossa língua, de costumes da época e como inspiradora do lirismo de poetas de escolas posteriores.
(Fonte: Curso Completo de Português. São Paulo: Ibep.






Funk do Dom Dinis - Mc Duduzim


                                                                                Funk do trovadorismo!

1º Ano do Ensino Médio

Vamos falar de literatura?


Sou muito suspeita para falar, mas a leitura de literatura além de ser uma experiência enriquecedora é bastante divertida.
Assista o vídeo abaixo com uma breve apresentação de um equipamento revolucionário para a leitura, chamado: livro.



A partir dos conhecimentos que você já tem e dos novos adquiridos com este vídeo vamos falar da importância  da leitura para o seu dia a dia (e também sobre como isso é legal!).

Literatura - linguagem literária e não literária

Literatura é a arte da palavra. É a técnica de usar as palavras com criatividade e originalidade. Assim, como o pintor usa tintas para fazer um quadro e levar sua mensagem, assim como o músico utiliza a combinação harmoniosa dos sons para comunicar-se com seu público, também o literato usa as palavras para expressar suas ideias e emoções.
Na literatura, as palavras podem não ter o mesmo valor das palavras que utilizamos na vida diária. Em nosso cotidiano, as palavras têm um valor utilitário, ao passo que, se usadas no texto literário, adquirem valor artístico, podendo criar um mundo poético ou ficcional, por meio da maneira como são usadas.
O artista da palavra pode nos retratar uma realidade objetiva ou, simplesmente, criar um mundo subjetivo, interpretando a realidade a seu modo. Na literatura, o interessante não é apenas quem se exprime e o que se exprime, mas como se exprime.

Linguagem literária e não literária

Como distinguir, na prática, a linguagem literária da não literária?
A linguagem literária é conotativa, utiliza figuras (palavras de sentido figurado), em que as palavras adquirem sentidos mais amplos do que geralmente possuem. Há uma preocupação com a escolha e a disposição das palavras, que acabem dando vida e beleza a um texto.
A linguagem não literária é objetiva, denotativa, preocupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a palavra em seu sentido próprio, utilitário, sem preocupação artística. Geralmente, recorre à ordem direta (sujeito, verbo, complementos).
(Fonte: Curso completo de português. São Paulo: Ibep.  

Em sala de aula, falamos sobre tudo o que foi dito até agora, mas também que "a literatura desconcerta, incomoda, desorienta, desnorteia mais que os discursos filosófico, sociológico ou psicológico porque ela faz apelo às emoções e à empatia. Ela nos liberta de nossas maneiras convencionais de pensar a vida - a nossa e a dos outros -, ela arruína a consciência limpa e a má-fé. Seu poder emancipador continua intacto, o que nos conduzirá por vezes a querer derrubar os ídolos e a mudar o mundo, mas quase sempre nos tornará simplesmente mais sensíveis e mais sábios, em uma palavra, melhores" (Literatura para quê? A.Compagnon)

Para ilustrar nossos exemplos sobre realidade, ficção, objetividade e subjetividade presentes nas obras literárias podemos assistir aos filmes: "A Máquina", "Peixe Grande e suas histórias maravilhosas" e "O labirinto do fauno". Bons filmes e boas leituras!!